“Quero um relacionamento, mas nada funciona. Por quê?” Ele chegou com essa frase quase como um diagnóstico de vida. 59 anos. Dois casamentos encerrados. Três anos de divórcio. E uma sensação recorrente: “eu falhei como homem”. Não era uma fala de vitimização. Era um tipo de autocobrança silenciosa, de quem tenta organizar a própria história como se ela tivesse um único culpado. Mas quando a leitura sai do campo da culpa e entra no campo da estrutura, a pergunta muda. E é aí que o trabalho começa. “Eu falhei nos meus relacionamentos… ou eu não me compreendi o suficiente?” Essa é a virada central. Ele não era um homem descompromissado, instável ou emocionalmente negligente. Pelo contrário: era ponderado, calmo, observador, evitava conflitos desnecessários e buscava estabilidade. O problema é que esse conjunto de características não foi o problema — foi o ponto cego. Porque ele não escolhia a partir do que era compatível com a sua estrutura emocional. Ele escolhia a partir de expectativa ...
Comentários
Postar um comentário